10 anos do crime de rompimento da barragem da Samarco em Mariana.
As comunidades quilombolas de Vila Santa Efigênia, Engenho Queimado, Embaúbas e Crasto, situadas nos distritos de Furquim e Cachoeira do Brumado, em Mariana (MG), foram profundamente afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015. Diante dos impactos ambientais, sociais e culturais sofridos, essas comunidades buscaram justiça internacionalmente.
Em abril de 2024, a Associação Quilombola Vila Santa Efigênia e Adjacências denunciou casos de racismo ambiental e violações de direitos humanos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Além disso, representantes dessas comunidades participaram de audiências em Londres, expondo as consequências do desastre e reivindicando reparações adequadas.
Somos os povos quilombolas das comunidades de Vila Santa Efigênia, Engenho Queimado, Embaúbas e Crasto, localizadas próximas a Furquim, distrito de Mariana, Minas Gerais.
Juntos, formamos a Associação Quilombola Vila Santa Efigênia e Adjacências, criada em 2019. A associação desempenha um papel crucial na organização das comunidades, promovendo a autoafirmação identitária e defendendo os direitos dos quilombolas
Nossa presença na região remonta ao século XVIII, onde quilombos foram formados por africanos que fugiram das senzalas e resistiram ao sistema escravocrata, criando espaços solidários de liberdade e preservação cultural.
“Eu sou porque nós somos!”

Projeto que visa articular os direitos de povos quilombolas e valorizar as memórias e saberes tradicionais nas comunidades.

Projeto voltado à capacitação em percussão, penteados africanos, turbantes e dança, enriquecendo a expressão cultural do grupo Nicolinas.

O Programa de Aquisição de Alimentos tem como finalidades promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar.
O Protocolo de Consulta é um instrumento de orientação fruto de um histórico de luta em defesa dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, como indígenas e quilombolas.
Trata-se de um documento normativo, feito pela própria comunidade, que traz em seu conteúdo informações sobre como ela se organiza, como é sua história, cultura e costumes.
Além disso, no PC a comunidade informa de que forma quer ser consultada em casos de projetos e/ou medidas que afetem seus territórios e modos de vida.
O direito dos povos tradicionais serem consultados, de forma livre e informada, antes de serem tomadas decisões que possam afetar seus bens ou direitos, ou a chamada obrigação estatal de consulta, foi prevista pela primeira vez, em âmbito internacional, em 1989, quando a Organização Internacional do Trabalho - OIT adotou sua Convenção de número 169.
Desde essa época, o chamado direito de consulta prévia tem demonstrado ser uma poderosa ferramenta política na defesa dos direitos desses povos ao redor do mundo, especialmente na América Latina, onde está o maior número de países que já ratificaram e incluíram em sua legislação nacional as disposições da Convenção 169, incluindo o Brasil, que desde 2003 segue norma.
Idealizado por Valéria Gonçalves, o Grupo de Dança Nicolinas nasceu em 2017 com a missão de preservar, valorizar e difundir a cultura quilombola por meio da dança, da música e da oralidade.
Mais do que uma manifestação artística, o grupo é um espaço de resistência cultural, fortalecimento identitário e empoderamento, conectando gerações através das tradições afro-brasileiras.
O Papo de Malungo é um podcast que fortalece as vozes quilombolas, abordando temas como identidade, território, cultura e educação. Trata-se de uma iniciativa de Thatiele Monic Estevão , apresentado por ela e por Julius Keniata Nokomo, do Buieié, que integra as ações da Associação Quilombola Vila Santa Efigênia e Adjacências. Cada episódio constitui um espaço de troca, memória e valorização das histórias e saberes das comunidades quilombolas.
Ouça!
